ABERTURA · páginas 7–10


APRESENTAÇÃO E 16 CAPÍTULOS
ABERTURA · páginas 7–10


CAPÍTULO 01 · páginas 11–26


CAPÍTULO 02 · páginas 27–42


CAPÍTULO 03 · páginas 43–54


CAPÍTULO 04 · páginas 55–66


CAPÍTULO 05 · páginas 67–84


CAPÍTULO 06 · páginas 85–96


CAPÍTULO 07 · páginas 97–104


CAPÍTULO 08 · páginas 105–114


CAPÍTULO 09 · páginas 115–124


CAPÍTULO 10 · páginas 125–132


CAPÍTULO 11 · páginas 133–140


CAPÍTULO 12 · páginas 141–148


CAPÍTULO 13 · páginas 149–162


CAPÍTULO 14 · páginas 163–170


CAPÍTULO 15 · páginas 171–176


CAPÍTULO 16 · páginas 177–194


A VOZ DOS LEITORES
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CONVERSAS SOBRE AS CRÔNICAS
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A Augusta enterrou seu único par de sapatos naquela grossa camada de lama das ruas que a gente bem conhece. O Roberto, cantando para um cinema lotado, esqueceu a letra da música. A Vera, nos seus 7 anos, foi, eufórica, conhecer o tão falado cinema e voltou chorando porque roubaram sua bolsa. O Agenor, perseguido pela professora, pediu um segundo examinador no exame, para conseguir passar.
E que importância tem isso? É só emoção.
Pequenos casos como esses não mudam a história. Não são dados históricos. E, se tiverem algum valor, a informação não tem o rigor exigido por documentos oficiais.
Mas, coisas assim fazem parte do nosso folclore, como as lavadeiras equilibrando trouxas de roupa pelas ruas, os cães que paravam de latir quando passava o enterro, a costureira que vestia todas as debutantes sem repetir um só modelo.
Ourinhos tem razoáveis documentos históricos nas bibliotecas e até nas redes. As mesmas redes permitiram juntar um valioso acervo fotográfico que traz os principais momentos destes últimos cem anos. A história de Ourinhos parece estar bem registrada em publicações e documentos oficiais.
Mas os costumes, os hábitos, o modo de vida não cabem em documentos e nem aparecem em fotos.
Esse é o propósito deste trabalho: não deixar morrer no esquecimento o jeitão ourinhense dos anos 50. Uma época sob a influência da segunda guerra, que tinha acabado pouco antes. Um tempo em que os jornais chegavam de trem, com dois dias de atraso. O noticiário cinematográfico que antecedia os filmes do Cine Ourinhos era de um mês atrás.
A forte influência americana que chegava pelos filmes se misturava com a herança caipira dos primeiros moradores e criou um jeito de ser. É o que este trabalho tenta recuperar, mas está longe de ser completo. Muita gente ainda tem ótimas histórias para contar e podem contar, em uma próxima edição desta Poeira da Velha Ourinhos. Basta mandar suas lembranças para o www.poeiraafetiva.com.
Ainda há muito o que falar.
Ninguém falou do Tufi do cinema. Nem do Luizinho Diniz, o diretor mais divertido que já passou pelo ginásio. Ou do jardim, onde as moças andavam prá-lá-prá-cá e os marmanjos ficavam em pé na beira da calçada olhando. Não falaram das músicas oferecidas pelo alto-falante. E muito menos de um rapaz que tocava violão em um banco lá no meio da praça, um certo Ari Cristoni, que ainda não se chamava Ari Toledo.
O editor
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